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11/12/2017

Plásticos no mar: um projeto irá recolher lixo marinho na Galiza e em Valência para análise e valorização sob a forma de novos produtos

A presença de lixo nos mares e oceanos é um problema que avança em paralelo com o desenvolvimento económico industrial da sociedade e que preocupa cada vez mais. Uma parte muito visível desta poluição corresponde a resíduos plásticos que os consumidores não depositam nos pontos de recolha específicos.

No âmbito da responsabilidade ambiental que a AIMPLAS, Instituto Tecnológico do Plástico, mantém, optou-se por impulsionar um projeto que permita atuar de forma responsável perante esta situação, da qual surge o projeto REPESCA_PLAS.

resíduos marinhos

Com o apoio da Fundação Biodiversidade, do Ministério da Agricultura e Pescas, Alimentação e Ambiente, através do Programa Pleamar, cofinanciado pelo FEMP, o projeto irá impulsionar a recolha e identificação de resíduos plásticos nos portos de Gandia e Vigo por parte dos pescadores da zona, para posteriormente analisar tanto a sua tipologia como o impacto na fauna marinha. Além disso, numa fase final, serão definidas diferentes possibilidades de valorização dos resíduos para aplicação no fabrico de novos produtos a nível industrial.

O projeto REPESCA_PLAS, coordenado pela AIMPLAS, conta com a participação da Fundação Global Nature, da Associação Vertidos Cero, da Universidade de Vigo e da Confraria de Pescadores de Gandia. Com data de início no próximo dia 1 de janeiro, numa primeira fase proceder-se-á à definição e planeamento dos pontos de recolha junto ao porto para a sua posterior caracterização. Para o efeito, será elaborado um roteiro em cada localização e será formada uma dezena de pescadores para que estas tarefas sejam realizadas de forma ótima. Durante sete meses, a Confraria de Pescadores de Gandia e os pescadores que realizam as suas capturas na área do Porto de Vigo esperam recolher pelo menos 300 quilos de lixo marinho durante os sete meses que durará esta fase.

plásticos no mar

Numa segunda fase, a AIMPLAS, a Associação Vertido Cero e a Universidade de Vigo serão os responsáveis por caracterizar o lixo marinho recolhido, para definir tanto o tipo de resíduos como a sua natureza e ecotoxicidade. Destas tarefas também serão obtidos dados relativos ao efeito dos plásticos na reprodução das espécies marinhas e toda a informação será fornecida sob a forma de dados ao programa oficial de monitorização de lixo marinho do MAPAMA.

O resultado final do projeto consistirá em analisar as diferentes possibilidades de valorização dos resíduos plásticos e as suas possíveis aplicações, que se concretizarão no fabrico de dois tipos de peças demonstrativas.

 

plásticos no mar