Primeira edição de um seminário internacional focado na biotecnologia aplicada ao setor dos plásticos
La biotecnologia tem registado um desenvolvimento significativo nos últimos anos. Prova disso é que tem cada vez mais aplicação em mais setores, incluindo o do plástico. Neste sentido, a biotecnologia propõe e apresenta soluções inovadoras, como a valorização de resíduos orgânicos e sintéticos para os poder transformar em novas matérias-primas sustentáveis, impulsionando a implementação da economia circular.
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Para abordar os desafios e oportunidades que a biotecnologia coloca ao setor dos plásticos, bem como as tendências e iniciativas que estão a ser implementadas para atingir os objetivos definidos a nível europeu, o AIMPLAS organizou para os dias 1 e 2 de março a primeira edição do seu Seminário Internacional de Biotecnologia aplicada ao setor plástico, que decorrerá em formato online.
Num primeiro bloco, representantes da Comissão Europeia e da indústria biotecnológica a nível nacional e europeu apresentarão os dados mais recentes do setor e abordarão o estado da sua regulamentação. Posteriormente, nas quatro sessões seguintes, perfis especialistas em biotecnologia de empresas fabricantes de matéria-prima, transformadoras, fabricantes de maquinaria, gestoras de resíduos e recicladoras, bem como centros tecnológicos e universidades, abordarão temáticas de interesse para o setor dos plásticos, tais como o aproveitamento dos resíduos orgânicos para a obtenção de novos plásticos, os processos enzimáticos envolvidos na reciclagem destes materiais, o papel da biotecnologia como aliada na valorização de resíduos complexos, como os plásticos sintéticos, e a conversão em recursos dos resíduos da própria indústria, como é o caso das emissões de compostos voláteis.
Projeto BioICEP
Durante este seminário, que conta com o patrocínio da Novamont, também serão apresentados casos de sucesso e realizar-se-á um workshop do projeto bioICEP, Bio-Innovation of a Circular Economy for Plastic, que é financiado pelo programa Horizonte 2020 com o número de contrato 870292 e cujo objetivo é desenvolver alternativas ao plástico fabricado a partir do petróleo tradicional que sejam sustentáveis e respeitadoras do ambiente. Para o efeito, está a ser concebido um processo inovador de tripla ação (desintegração mecano-bioquímica, digestão biocatalítica com enzimas e consórcios microbianos) para acelerar a degradação do plástico tradicional e convertê-lo em biopolímeros e bioprodutos, que poderão ser utilizados como substitutos naturais e biodegradáveis dos plásticos no setor do packaging e farmacêutico.