Alterações organoléticas
A análise sensorial de embalagens avalia a qualidade percebida de um produto, considerando aspetos olfativos e gustativos que influenciam a experiência do consumidor.
Os materiais de embalagem podem contaminar o alimento por transferência de substâncias, que pode ocorrer tanto por contacto direto com o material da embalagem, como indiretamente através do espaço de cabeça da embalagem, produzindo assim odores e sensações olfato-gustativas estranhas no alimento embalado.
Normativa
O Regulamento 1935/2004, sobre os materiais e objetos destinados a entrar em contacto com alimentos, indica que qualquer material destinado a entrar em contacto direto ou indireto com alimentos deve ser suficientemente inerte para evitar uma alteração das características organoléticas do alimento embalado.
Para tal, no AIMPLAS trabalhamos com a norma UNE-ISO 13302, que estabelece os métodos que permitem verificar que a sensação olfato-gustativa dos alimentos não se modifica significativamente sob determinadas condições de armazenamento (tempo, temperatura e forma de contacto) em contacto com o material da embalagem.
Em que consiste a análise sensorial?
A norma UNE-ISO 13302 contempla duas provas complementares, não excludentes entre si:
- Avaliação do odor inerente ao material da embalagem (prova de odor), na qual a embalagem é armazenada num contentor em condições controladas e, posteriormente, o odor da atmosfera do contentor é avaliado através de métodos de análise sensorial por um painel de provadores.
- Avaliação do efeito do material da embalagem na sensação olfato-gustativa do alimento (prova de contacto), na qual o alimento e o material da embalagem, em contacto direto ou indireto, são armazenados conjuntamente num contentor em condições controladas. Neste caso, o alimento, ou na sua falta o simulante, é avaliado por métodos de análise sensorial quanto a alterações de odor e de sensação olfato-gustativa por um painel de provadores.