Ensaios de permeabilidade em laboratório
Quando dizemos que um material ou embalagem tem uma permeabilidade determinada a um gás (p. ex., oxigénio), isto dá-nos uma ideia da quantidade de moléculas desse gás que passam através da superfície do material ou da embalagem. Embora na vida quotidiana possa ser comum a perceção de que os plásticos são “impermeáveis”, tal não é verdade, uma vez que permitem o intercâmbio de gases, vapores ou radiações através deles, de acordo com o tipo de polímero utilizado no fabrico da embalagem.

Os materiais plásticos são formados, a nível molecular, por um “novelo” de cadeias poliméricas longas (“novelo molecular”). Estas cadeias, ao estarem em forma de novelo, apresentam lacunas, que serão os locais por onde passarão as moléculas para atravessar o material da embalagem. Evidentemente, estas lacunas não são de grandes dimensões, pelo que deixarão passar mais facilmente moléculas mais pequenas (permeabilidade ao oxigénio – OTR, permeabilidade ao vapor de água – WVTR, etc.). Moléculas de tamanho maior, como as que fazem parte de aromas, difundir-se-ão com mais dificuldade através da estrutura do polímero. Este intercâmbio depende ainda de outros fatores, como o tipo de polímero, temperatura, humidade, etc.
Para garantir a correta conservação do alimento embalado, será necessário mantê-lo o mais afastado possível dos fatores que produzem a sua degradação. Do ponto de vista da permeabilidade, a facilidade ou dificuldade com que as moléculas de um determinado gás entram no interior da embalagem, normalmente a partir do ambiente exterior, pode influenciar a conservação do alimento que se encontra no interior da mesma.
Portanto, decidir que material ou que combinação de materiais são os ideais do ponto de vista da permeabilidade para garantir a correta vida útil do alimento embalado é um fator decisivo no momento de conceber uma embalagem. Da mesma forma, verificar periodicamente se esses valores de permeabilidade se mantêm nos valores esperados, ou comprovar que, ao efetuar modificações no design (p. ex., espessuras), os valores de permeabilidade continuam a ser aceitáveis, é um controlo de qualidade que seria conveniente aplicar nas empresas do setor (fabricantes, embaladores e empresas de alimentação).
Ensaios de permeabilidade em laboratório
Neste tipo de medições, é possível determinar a permeabilidade tanto de amostras de tipo película como de embalagens completas (tipo garrafa, cuvete, etc.). O aspeto mais crítico é selecionar as condições nas quais o ensaio deve ser realizado. Para determinar a velocidade de transmissão de um material a um determinado gás, podem ser utilizados diferentes métodos. Os mais utilizados para aplicações de embalagem alimentar, onde se exige uma elevada sensibilidade e é mais frequente a necessidade de determinar permeabilidades baixas, são os que utilizam sensores específicos. Ou seja, o sensor utilizado permite apenas detetar moléculas do gás que está a ser medido, sem que interfiram os restantes gases presentes no meio.
Quando se deseja comparar valores de permeabilidade para diferentes amostras, uma amostra com a sua correspondente ficha técnica ou fazer um acompanhamento periódico da permeabilidade, é necessário que os valores de permeabilidade disponíveis tenham sido determinados nas mesmas condições de temperatura e humidade relativa, caso contrário não é possível efetuar comparações diretas.
A AIMPLAS, no seu laboratório de embalagens, conta com uma equipa completa de especialistas e as mais recentes tecnologias para realizar este tipo de ensaios de permeabilidade, tanto em amostras de tipo película como em amostras de tipo embalagem, tanto ao vapor de água como a gases como o oxigénio. Podem ser ensaiados também todos os aspetos relacionados com a interação embalagem-produto (migração, compatibilidade e efeitos organoléticos). Contacte-nos.
