Bioensaios in vitro
A utilização de bioensaios permite avaliar a segurança e a eficácia de uma grande variedade de materiais e substâncias.
Os ensaios in vitro ou bioensaios são técnicas especializadas que empregam organismos sob condições controladas de laboratório e que podem incluir culturas celulares, bactérias, fungos, insetos, plantas, artrópodes, etc.
Para que servem os bioensaios in vitro?
São utilizados em várias áreas da ciência para conhecer as reações de algum organismo perante a presença de uma ou várias substâncias, sejam elas conhecidas ou não. As reações podem incluir diferentes efeitos negativos como a citotoxicidade ou a genotoxicidade, mas também efeitos positivos como o efeito protetor contra agentes oxidantes. Desta forma, a utilização de bioensaios permite avaliar a segurança e a eficácia de uma grande variedade de materiais e substâncias, reduzindo a utilização de ensaios em animais, os quais devem ser empregados apenas quando não existam métodos alternativos em linha com o princípio de hierarquia dos 3R (Replace, Reduce and Refine), tal como estabelecido pela Diretiva EU 2010/63.
Quais são as vantagens dos bioensaios in vitro?
- Permitem avaliar efeitos sem necessidade de identificar nem quantificar a substância.
- Permitem estudar efeitos de misturas, avaliando assim os possíveis efeitos sinérgicos.
- Permitem avaliar o efeito de substâncias presentes em níveis muito baixos.
- Reduzem a experimentação animal.
Tipos de bioensaios in vitro
Em função do efeito a avaliar, existem diferentes tipos de bioensaios in vitro que permitem estudar a segurança e/ou eficácia de substâncias e materiais. No AIMPLAS, dispomos de laboratórios de biossegurança X, equipados com todo o necessário para realizar os seguintes estudos:
Avaliação da segurança
- Viabilidade celular ou citotoxicidade empregando técnicas colorimétricas, fluorimétricas e bioluminescentes que permitem avaliar o dano e/ou sobrevivência celular. Alguns dos métodos são:
- MTT
- Vermelho Neutro
- Alamar Blue
- Ensaios de genotoxicidade para avaliar o dano ao ADN em diferentes níveis:
- Teste de Ames (OECD TG 481) ou ensaio de reversão bacteriana para avaliar mutações pontuais;
- Ensaio de micronúcleos (OECD TG 487) para a avaliação de mutações cromossómicas (numéricas e estruturais);
- Ensaio cometa (OECD TG 489) para medir quebras de cadeia de ADN, considerado como indicador para detetar lesões pré-mutagénicas.
Avaliação de eficácia
- Avaliação do potencial antioxidante ou efeito protetor contra o stress oxidativo de uma substância, ingrediente ou material.
- Estudos da absorção intestinal.
- Avaliação da atividade antimicrobiana.
Perguntas frequentes
Os bioensaios servem para avaliar a segurança ou eficácia de um composto através da resposta de um organismo vivo.
A biocompatibilidade refere-se à capacidade de um biomaterial para desempenhar uma função de acordo com um tratamento sem provocar qualquer efeito adverso que possa comprometer a viabilidade celular e, consequentemente, a saúde do paciente.



