Emissões no interior do veículo
Analisar as emissões dos plásticos no interior do veículo é essencial para assegurar a qualidade do ar interior e a saúde dos ocupantes.
A qualidade do ar no interior dos veículos tem sido um tema de grande preocupação para a indústria automóvel desde o final dos anos 70, devido ao efeito da emissão de compostos orgânicos voláteis (COVs) na saúde dos utilizadores, bem como à possível rejeição dos consumidores pelo odor emitido pelos componentes plásticos do interior do veículo.
Por conseguinte, estes componentes devem cumprir uma regulamentação muito restritiva que exige a avaliação das emissões provenientes dos materiais plásticos utilizados no interior do habitáculo a diferentes níveis (matéria-prima, peça e veículo).
Nos nossos laboratórios, realizamos ensaios de emissões em diversos materiais, tais como plásticos, têxteis ou peles utilizados no interior do veículo. Os ensaios são realizados de acordo com a regulamentação específica dos principais fabricantes, como VW/Audi, BMW, GM, PSA Peugeot Citroën, Ford, Toyota, Saab, Porsche, Daimler-Chrysler, etc.
Ensaios que oferecemos
Emissão de compostos orgânicos voláteis totais (TVOC) ou carbono total

A emissão de diferentes compostos orgânicos voláteis (COVs) por parte de alguns componentes plásticos do interior do automóvel, em quantidades elevadas e não controladas, pode fazer com que o habitáculo interior seja uma zona de exposição para o utilizador, resultando em problemas para a saúde e o bem-estar.
Os fabricantes de automóveis realizam um importante esforço de investigação para minimizar os valores limite de COVs e investem potencialmente nos ensaios que avaliam a presença dos mesmos, com o objetivo de garantir a segurança das pessoas, verificando que este tipo de substâncias não se encontra no interior do habitáculo do veículo.
O ensaio de emissão de compostos orgânicos voláteis totais permite avaliar não só a soma de todos os COVs emitidos pelo material e controlar que não são superados os valores exigidos pelo fabricante, mas também a identidade e concentração das substâncias emitidas e avaliar se tais substâncias se encontram dentro da lista de substâncias restringidas pelo fabricante.
Normas: VDA 277, PV 3341, STD 1027,2714, VCS 1027,2749, FLTM BZ 157-01
Emissão de compostos orgânicos voláteis por dessorção térmica (VOC/FOG)
A determinação de compostos orgânicos voláteis também pode ser realizada através de outra metodologia de análise, onde a escolha de uma ou outra dependerá dos requisitos do fabricante.
A análise por dessorção térmica permite determinar dois valores cumulativos semicuantitativos que permitem estimar a emissão de compostos orgânicos voláteis (COV) e as substâncias condensáveis (FOG). Esta determinação é realizada após dois ciclos diferentes de aquecimento, onde os compostos são extraídos termicamente e condensados numa armadilha fria para, posteriormente, serem injetados num sistema cromatográfico (GC-MS) para a sua semicuantificação e identificação.
Normas: VDA 278, D10 5495, D42 3109, GMW 15634 …
Emissão de formaldeído e outros aldeídos e cetonas

O formaldeído, produto de degradação de POM (polioximetileno) e encontrado em adesivos, tratamentos têxteis e isolantes, é uma substância muito volátil capaz de provocar irritação dos tecidos (olhos, garganta, nariz, pulmões, etc.), podendo inclusive provocar afeções mais graves (como cancro do pulmão) quando inalado acima de certos níveis. Por conseguinte, este e outros aldeídos (como acroleína, acetaldeído, benzaldeído, hexanal, etc.) e cetonas (como etil-metil-cetona ou acetona) devem ser controlados nos materiais plásticos do interior do habitáculo do veículo.
A emissão de aldeídos e cetonas será determinada após submeter o material a um aquecimento controlado para, posteriormente, analisar os aldeídos e cetonas emitidos. Dependendo dos requisitos do fabricante, esta avaliação pode ser realizada através de duas metodologias diferentes (cromatografia líquida com um detetor UV ou espetrofotometria UV).
Normas:
- Método espetrofotométrico: VDA 275, PV 3925 (parte B), FLMT BZ 156-01 (parte A), VCS 1027,2739, STD 1027, 2713…
- Método cromatográfico: PV 3925 (parte A), FLMT BZ 156-01 (parte B), GMW 15635, D40 3004/–A, D40 5535…
Odor

O controlo das emissões dos materiais do interior do veículo surge da necessidade de controlar os COVs pelo efeito que estes podem ter na saúde dos utilizadores e pela preocupação dos consumidores com o odor emitido pelos materiais plásticos. Por conseguinte, a emissão de odor é um parâmetro de controlo obrigatório para os fabricantes de automóveis.
Esta análise é realizada por um painel de juízes qualificado e perfeitamente treinado para atribuir um nível de intensidade de odor aos materiais destinados ao interior do veículo, após o efeito de determinadas condições climáticas (temperatura, tempo, humidade e tamanho da amostra) que dependerão dos requisitos dos fabricantes.
Normas: VDA 270, FLTM BO 131-03, GMW 3205, PV 3900, VCS 1027,2729, TPJLR.52.458, SAE J1351…
Fogging ou substâncias condensáveis

Ocasionalmente, substâncias voláteis que podem estar presentes nos materiais plásticos do interior do veículo, sob determinadas condições, podem chegar a condensar e embaciar o vidro do automóvel, com o consequente perigo que isto pode representar para a condução.
O ensaio de fogging ou substâncias condensáveis avalia a condensação nos vidros dos materiais utilizados no equipamento interior dos veículos através de dois métodos diferentes: fotométrico e gravimétrico, após submeter o material a um aquecimento.
Normas: DIN 75201, SAE J 1756, ISO 6452, PV 3015, PV 3920, STD 420-0003, GMW 3235, VCS 1027, 2719, D45 1727-H…
Emissões em câmara de 1 m3

A análise de emissões em câmara dinâmica de um metro cúbico permite validar peças de grande tamanho em condições de análise mais próximas da utilização real, com um controlo não só do tempo e da temperatura de aquecimento, mas também da humidade e do fluxo de ar.
Seguindo normas específicas dos fabricantes, após o período de aquecimento da amostra, pode avaliar-se a emissão de aldeídos, de compostos orgânicos voláteis, de fogging e de odor.
Normas: VDA 276, PV 3942, GS 97014-3, ISO 12219-4, VCS 1027, 2769…
Como o fazemos
Os laboratórios do AIMPLAS estão acreditados pela ENAC pela norma UNE-EN ISO/IEC 17025:2017 para a realização de todos os ensaios de emissões anteriormente mencionados, sendo os primeiros laboratórios espanhóis a receber a acreditação para o ensaio de odor, o de emissões por dessorção térmica (VOC/FOG) e emissões em câmara.
Além disso, o AIMPLAS é um laboratório homologado pela Volkswagen para a análise de emissões em câmara de 1 m³, TVOC, fogging e formaldeído, e pela Renault para o fogging.
Neste sentido, os laboratórios do AIMPLAS continuam a trabalhar para incorporar novos ensaios, como as emissões em bolsa, e para serem reconhecidos como laboratórios homologados por outros fabricantes e outras normas de ensaio.