A sua embalagem é adequada para o aquecimento de alimentos no micro-ondas?
Ao responder a esta pergunta, temos de considerar dois aspetos: como o aquecimento afeta a segurança alimentar e como afeta a integridade da embalagem e a segurança da sua manipulação.
Aquecimento e segurança alimentar
O primeiro aspeto é verificado através da realização dos ensaios de migração nas condições aplicáveis a esta utilização. As condições de ensaio são regulamentadas pelo Regulamento (UE) n.º 10/2011. Este regulamento não contempla o aquecimento específico em micro-ondas. As condições de ensaio baseiam-se na temperatura de contacto e na sua duração. Mas o detalhe a ter em conta neste caso é que a temperatura de referência é a que se atinge na interface entre o alimento e a embalagem, a qual, embora possa ser diferente da que o alimento atinge, não será superior à atingida pelo mesmo. Outro fator a ter em conta na definição das condições de ensaio será se a embalagem se destina a uma única utilização ou a várias, uma vez que a utilização repetida da embalagem exige que o ensaio seja feito submetendo a mesma embalagem às condições de ensaio, três vezes consecutivas, com três diferentes porções de simulante de alimento e que se determine a migração das três porções, comprovando que essa migração não aumenta entre os sucessivos contactos e que o valor obtido após o terceiro contacto cumpre os limites aplicáveis.
Integridade da embalagem e segurança da sua manipulação
Relativamente ao segundo aspeto, a integridade da embalagem e a segurança da sua manipulação após o aquecimento, a Norma UNE-EN 15284:2007 “Materiais e artigos em contacto com alimentos. Método de ensaio para a resistência de artigos de cozinha de cerâmica, vidro, vitrocerâmica ou plástico ao aquecimento em micro-ondas”, estabelece como verificar esta aptidão. Em termos gerais, o ensaio consiste em submeter a embalagem a dois períodos de aquecimento sucessivos, um curto e outro longo, num forno micro-ondas. A duração de ambos os períodos dependerá da potência do micro-ondas utilizado, a qual terá sido determinada previamente.
- Após ambos os aquecimentos, mede-se a temperatura das zonas pelas quais a embalagem será manipulada (pegas, se as tiver, e, caso contrário, as laterais). Se a temperatura da superfície de manipulação da embalagem após o contacto curto não exceder os 60 ºC, a embalagem passará esta parte do teste e será considerada adequada para uso em micro-ondas, do ponto de vista operacional.
- Após o aquecimento longo, a embalagem é inspecionada para detetar a possível ocorrência de defeitos. Em concreto, avalia-se visualmente a presença de fissuras, alterações de cor, amolecimento, deformações, zonas queimadas e, além disso, a capacidade de ser reutilizada através de um teste em que se aplica um corante na embalagem e posteriormente se lava, tendo de ficar perfeitamente limpa. Se não forem observados defeitos e o teste de reutilização for superado, considera-se adequada para uso em micro-ondas do ponto de vista da resistência.
Na AIMPLAS podemos aconselhá-lo e realizar estes testes para que possa demonstrar que as suas embalagens são adequadas para o aquecimento de alimentos em micro-ondas.
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