O AIMPLAS inicia 11 projetos para investigar em matéria de cidades e transportes sustentáveis, indústria 4.0, cuidados de saúde e do meio ambiente
O AIMPLAS, Instituto Tecnológico do Plástico, com o apoio financeiro do IVACE, iniciou um total de 11 projetos de investigação cujo objetivo é desenvolver novos produtos e tecnologias que impactem diretamente na construção de uma sociedade mais sustentável, tanto no que diz respeito às cidades e mobilidade, como no cuidado do meio ambiente e das pessoas, mas também no impulso à digitalização industrial para melhorar a sua eficiência e contribuir para o desenvolvimento económico.
Concretamente, através do projeto AcumularEQ, irá investigar-se novos plásticos condutores, membranas, elétrodos impressos e sensores que possam integrar-se em pilhas, eletrolisadores de hidrogénio e baterias para o armazenamento eletroquímico da energia. O projeto STORACHE também desenvolverá materiais avançados, neste caso compósitos termoplásticos de fibra longa para serem utilizados como reforço nos tanques de armazenamento de hidrogénio para o setor da automação, o que permitirá alcançar uma redução das emissões poluentes deste setor. No campo dos novos materiais, o projeto IGNITION tornará possível desenvolver novos plásticos ignífugos para a construção e a edificação.
Focado no cuidado da saúde das pessoas, o projeto SOFTRONIC engloba investigações em elastómeros e plastómeros, impressão 3D híbrida e na integração de sensores flexíveis para obter como resultado novas aplicações de robótica industrial e para o setor da saúde, como ortóteses, próteses ou reabilitação. Por sua vez, o projeto NUTRAFARM desenvolverá formulações farmacêuticas e nutracêuticas capazes de serem impressas em 3D. Isto permitirá combinar diferentes princípios ativos e proporcionará vantagens na sua dispersão, biodisponibilidade e libertação, supondo também uma poupança de custos e a ausência de solventes durante a sua obtenção.
O projeto SOSCO2 pretende ter um impacto direto no cuidado do meio ambiente graças à captura e uso do CO2 que posteriormente se converterá em compostos de alto valor acrescentado para a indústria, como o etileno, os policarbonatos ou os ácidos carboxílicos, graças a processos termoquímicos e eletroquímicos. Por outro lado, o projeto VALPLA vai investigar os resíduos sólidos urbanos, os subprodutos da indústria agroalimentar e a biomassa lignocelulósica como alternativas aos recursos fósseis para a obtenção de bioplásticos. No caso do projeto FastBioPack, vão desenvolver-se novas embalagens baseadas em polímeros naturais de barreira e soluções de revestimentos metalizados para obter estruturas biodegradáveis em condições industriais. Além disso, investigar-se-á um método de biodegradação acelerada que permita estudar a biodegradação das novas estruturas, reduzindo o tempo de ensaio em 50 %. O projeto INNOPUL será o encarregado de desenvolver uma nova linha de pultrusão termoplástica para o fabrico de peças estruturais recicláveis que mantenham as propriedades requeridas para este tipo de aplicações, enquanto o NEOREC centrará as suas investigações em soluções de reciclagem mecânica e química para resíduos plásticos complexos que, atualmente, acabam em aterros.
Por último, o projeto INVITRO NIAS desenvolverá uma metodologia inovadora baseada em bioensaios in vitro para apoiar as empresas valencianas, especialmente as PME, na avaliação de riscos decorrentes da exposição às NIAS (substâncias não adicionadas intencionalmente). O objetivo é padronizar bioensaios in vitro para serem utilizados como ferramenta que complemente e, sobretudo, simplifique a avaliação de riscos destas substâncias que, na maioria dos casos, exige grandes esforços, tanto para as empresas como para os laboratórios responsáveis pelas análises.
Impulso aos ODS
Estes projetos estão alinhados com o compromisso que o AIMPLAS tem com os ODS, especialmente com o ODS 3 Saúde e Bem-estar, ODS 7 Energia Acessível e Limpa, ODS 9 Indústria, Inovação e Infraestrutura, ODS 11 Cidades e Comunidades Sustentáveis, ODS 12 Produção e Consumo Responsáveis e ODS 13 Ação Climática.
Estes projetos contam com o financiamento da Conselleria d’Economia Sostenible, Sectors Productius, Comerç i Treball da Generalitat Valenciana, através de apoios do IVACE, com o cofinanciamento dos fundos FEDER da UE, no âmbito do Programa Operacional FEDER da Comunidade Valenciana 2014-2020. Estes apoios destinam-se a centros tecnológicos da Comunidade Valenciana para o desenvolvimento de projetos de I de caráter não económico, realizados em cooperação com empresas para o exercício de 2020.
