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27/07/2022

A AIMPLAS coordena um projeto para otimizar a produção de metanol sustentável e reduzir as emissões de dióxido de carbono

reduce carbon emissions

Há um ano, dez entidades europeias e japonesas trabalham em equipa no âmbito do projeto LAURELIN, coordenado pela AIMPLAS, para desenvolver processos inovadores para a conversão de CO2 em metanol renovável.

O setor dos transportes, responsável por mais de 25 % das emissões de gases com efeito de estufa na União Europeia, necessita urgentemente de novas alternativas, como combustíveis renováveis. Por este motivo, o projeto LAURELIN, financiado pela União Europeia e pela Japan Science and Technology Agency, trabalha atualmente no desenvolvimento de soluções inovadoras para melhorar a produção de metanol sustentável a partir da hidrogenação de CO2 em termos de eficiência energética e custos de produção.

“O metanol renovável tem um grande potencial para ajudar na descarbonização do setor dos transportes. Pode reduzir as emissões de CO2 até 95 % e as de óxidos de azoto (NOx) até 80 %, eliminar totalmente os óxidos de enxofre (SOx) e converter as emissões de matéria em partículas. Trata-se de uma tecnologia de produção promissora que pode desempenhar um papel muito importante na transformação da Europa no primeiro continente neutro do ponto de vista climático”, explicou Adolfo Benedito Borrás, coordenador técnico do LAURELIN e investigador de Descarbonização na AIMPLAS.

No entanto, a hidrogenação de CO2 em metanol apresenta grandes limitações no que diz respeito ao processo, ao consumo de energia e aos custos de produção. O CO2 é normalmente pouco reativo e a hidrogenação não é possível sem o uso de um catalisador, uma substância adicionada para acelerar a reação química do hidrogénio e do CO2. Assim, a equipa do LAURELIN está a desenvolver novos sistemas de catálise que se adaptem perfeitamente a tecnologias avançadas de reação para reduzir o consumo energético e, consequentemente, o custo da síntese de metanol a partir de CO2.

O consórcio está a trabalhar com três tecnologias promissoras: as micro-ondas, a indução por plasma não térmico e a indução magnética. Atualmente, está a finalizar a construção dos três reatores para a conversão de CO2 em metanol. Além disso, nas próximas semanas, os parceiros terminarão de ajustar estes novos reatores, tornando-os operacionais a grandes pressões.

Mais tarde, o projeto ocupar-se-á de gerar mais de cem novos catalisadores e compará-los com os utilizados na hidrogenação térmica convencional. Isto ajudará a otimizar a seletividade e o rendimento da produção de metanol.

A redução dos custos de produção de e-metanol implicará um aumento das oportunidades para o utilizar como combustível. Isto repercutir-se-á diretamente na sociedade, que, graças à redução das emissões e custos dos gases com efeito de estufa, verá aumentados os postos de trabalho e a riqueza”, indicou o professor Teruoki Tago, do departamento de Ciências Químicas e Engenharia do Tokyo Institute of Technology.

O projeto LAURELIN, no qual participam universidades, centros de investigação e PME da Bélgica, Alemanha, Japão, Holanda, Espanha e Reino Unido, tem uma duração de 48 meses e é financiado pelo Programa Horizonte 2020 da União Europeia e pela Japan Science and Technology Agency (JST). Descubra mais sobre o projeto LAURELIN no seu sítio Web e no vídeo do projeto.