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10/05/2022

AIMPLAS desenvolve um sistema de troca de baterias para veículos elétricos que elimina a ‘ansiedade de autonomia’

O receio dos condutores de veículos elétricos de ficarem “encalhados” antes de concluírem o seu percurso devido ao descarregamento da bateria, o que se conhece como ‘ansiedade de autonomia’, é um temor muito comum. Assim, a AIMPLAS trabalha num inovador sistema seguro, inteligente, eficiente e sustentável que permite substituir os módulos de bateria descarregados por baterias já carregadas e, desta forma, evitar os tempos de espera de recarga, com o projeto SMART5G.

Concretamente, este projeto financiado pela Agência Estatal de Investigação (AEI) impulsiona o design e desenvolvimento de uma estação de recarga e substituição de baterias para a mobilidade ligeira. Trata-se de um sistema que facilita a troca rápida de baterias mediante o carregamento com energia solar e prevê o consumo de energia graças à utilização de algoritmos de Inteligência Artificial (IA), bem como a criação de uma inovadora plataforma inteligente de gestão energética que elimina os riscos de interferência por eletromagnetismo e melhora a segurança.

A mobilidade sustentável, nas palavras da investigadora em Mobilidade Sustentável da AIMPLAS, Begoña Galindo, é já “uma prioridade estratégica a nível local, nacional, europeu e global, pelo que é imprescindível impulsionar novas soluções tecnológicas que garantam uma mobilidade segura, conectada e inteligente, aplicada tanto a veículos individuais como de distribuição, e que reduza as emissões de CO2. Para garantir uma elevada segurança e proteção face a possíveis interferências eletromagnéticas, com o SMART5G estão a ser gerados materiais compósitos leves protegidos por blindagem eletromagnética (EMI) que otimizam estes novos modelos”.

Compósitos termoplásticos para caixas de bateria sustentáveis

Neste sentido, a iniciativa também propõe uma inovadora caixa de bateria estrutural sustentável para automóveis ligeiros baseada num compósito termoplástico de fibra longa reutilizável e reciclável com funcionalidades duais: aditivos ignífugos e partículas de blindagem eletromagnética (EMI). Esta nova solução aumenta a autonomia do veículo ao reduzir o seu peso em comparação com as caixas metálicas habituais, o que reduz os custos e o consumo energético, bem como a pegada de carbono.

“Os compósitos de matriz termoplástica podem desempenhar um papel fundamental na indústria do século XXI, uma vez que oferecem grandes vantagens em termos de peso reduzido, elevada rigidez e resistência específica comparável aos materiais metálicos. Por isso, a nova geração de automóveis elétricos está a apostar na utilização destes materiais plásticos, que tornam possível um design livre e uma redução de peso de cerca de 40 %”, explica Begoña Galindo.

Este projeto, no qual a AIMPLAS trabalha em conjunto com as empresas ITERA Mobility Engineering, ELIX Polymers e a Universitat de València (UV), com referência PLEC2021-007994, foi financiado por MCIN/AEI/10.13039/501100011033 e pela União Europeia NextGenerationEU/PRTR.