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26/09/2024

O RUGUPLAS avaliará a viabilidade técnica da utilização de uma alga invasora para a produção de bioplásticos aplicáveis no setor pesqueiro

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Desde 2016, a alga invasora Rugulopteryx okamurae tem causado enormes complicações aos setores pesqueiro e turístico da zona do Estreito de Gibraltar (Ceuta, Tarifa, Algeciras, Estepona…), fundamentais para a economia destas áreas geográficas. Nos últimos anos, a presença da alga cresceu de forma significativa, prejudicando não só os habitats e as espécies marinhas, mas também danificando os utensílios de pesca. Além disso, as algas que se acumulam na costa dificultam o banho e causam problemas de odor, afetando a imagem das praias e, por conseguinte, o turismo destas áreas.

Com o objetivo de dar solução a esta problemática, o AIMPLAS participa no projeto RUGUPLAS juntamente com a Asociación Hombre y Territorio (HyT), que coordina esta investigação. Através deste projeto, procura-se caraterizar e avaliar a possível valorização deste resíduo natural para obter bioplásticos aplicáveis no setor pesqueiro. Também participam três associações de pesca: a de Estepona (Málaga), onde serão realizadas todas as amostragens, por ser a principal zona de fixação da alga desde o ano 2016, as de Sanlúcar de Barrameda (Cádis) e Gandía (Valência), onde a alga não foi oficialmente detetada, mas já existem indícios da sua presença. O projeto desenvolve-se no âmbito do Programa PLEAMAR e conta com o apoio da Fundación Biodiversidad do Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico.

RUGUPLAS pretende alcançar diferentes objetivos durante os 18 meses de projeto. Por um lado, reforçar as alianças entre o setor pesqueiro e as entidades ambientais através de ações de sensibilização e formação sobre o lixo marinho, e as alternativas à sua geração e/ou abandono no mar. Por outro lado, gerar conhecimento sobre as diferentes algas macroscópicas com as quais o setor interage e a tipologia e utilização de materiais plásticos em cada associação, com o fim de analisar as suas caraterísticas, utilizações e possíveis alternativas de valorização desta alga.

Com a colaboração dos próprios pescadores, serão recolhidas amostras da alga, tanto na costa como em mar aberto, que serão enviadas para o laboratório do AIMPLAS para processamento e estudo. Do mesmo modo, serão avaliados os microplásticos na água e na alga, bem como a sua capacidade de biodegradação. Com toda esta informação, pretende-se aumentar o conhecimento do setor pesqueiro sobre as algas, assim como consciencializar para a problemática do lixo marinho, identificando os principais materiais e utilizações dos plásticos em cada uma das associações, e os possíveis casos em que poderiam ser substituídos por um bioplástico obtido da alga. Deste modo, o resíduo poderia ser reinvestido nas associações, reduzindo assim a utilização de plásticos (muitos de utilização única) e a sua possível chegada ao mar sob a forma de lixo marinho.

Este projeto desenvolve-se com a colaboração da Fundación Biodiversidad do Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico, através do Programa Pleamar, e é cofinanciado pela União Europeia através do FEAMPA (Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura).

Fundación Biodiversidad cofinanciado UE pleamar