Select Page
Blog
18/04/2024

Padrões de nano e microplásticos para melhorar a avaliação dos seus riscos

Biomicro (14) web

A preocupação com os nano e microplásticos e o seu impacto no meio ambiente e na saúde dos organismos vivos aumentou consideravelmente. Atualmente, não existe uma metodologia de análise padronizada para estudar a presença dos mesmos, mas as autoridades já começam a restringi-los. Além disso, existe um obstáculo fundamental que impede a realização dos testes oportunos sobre os micro e nanomateriais: a disponibilidade limitada de materiais caracterizados e rastreáveis biologicamente. Portanto, para poder continuar com esta linha de investigação, é necessário dispor de partículas que sirvam de referência, ou seja, que conservem a natureza química do material e que tenham o tamanho de partícula adequado.

Com o projeto BIOMICRO, o AIMPLAS está a avançar na obtenção de materiais de referência para as investigações em matéria de nano e microplásticos que poderão ser utilizados para a implementação de metodologias e equipamentos. Estes materiais de referência serão utilizados para a otimização de bioensaios in vitro como ferramenta que permita avaliar os riscos destes materiais e antecipar-se à próxima legislação na matéria.

Nas palavras da investigadora no Laboratório de Microplásticos do AIMPLAS, Cristina Furió, “um dos desafios deste projeto consiste na elaboração de nano e microplásticos de referência para poder realizar os ensaios e os testes pertinentes. Isto permitir-nos-á aumentar os conhecimentos sobre o impacto destas partículas no meio ambiente e nos organismos e observar como afetam diferentes tamanhos, polímeros, morfologias, etc. Além disso, permitir-nos-á estudar os efeitos químicos que os aditivos podem produzir, bem como os físicos e os biológicos”.

Segundo explicou Furió, “os avanços conseguidos neste projeto na elaboração de padrões permitirão às empresas implementar metodologias que ajudem a identificar e quantificar microplásticos, com o intuito de melhorar os seus processos de produção e evitar a geração destas partículas. Assim sendo, as empresas poderão assegurar nos seus processos a segurança do consumidor e preservar o meio ambiente. Além disso, graças aos resultados do projeto, a sociedade poderá conhecer o impacto destes contaminantes na saúde”. Neste sentido, será realizada uma avaliação toxicológica com a finalidade de informar a sociedade sobre os efeitos dos nano e microplásticos.

As empresas Prime Biopolymers, Acteco e Global Omnium participam nesta investigação financiada pelo Instituto Valenciano de Competitividade e Inovação (IVACE+i) no âmbito do programa de apoios dirigidos a centros tecnológicos da Comunidade Valenciana para projetos de I de caráter não económico realizados em colaboração com empresas para o exercício de 2023, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) da União Europeia no âmbito do Programa Operacional 2021-2027.