Select Page
Blog
14/05/2019

Um novo método de fabrico de peças leves para aeronaves reduzirá os custos atuais e aumentará a rapidez e a qualidade da produção

A utilização de materiais compósitos no setor aeronáutico está muito difundida. Isto deve-se ao importante alívio de peso que proporcionam, que repercute diretamente no seu impacto ambiental ao requerer menos combustível e reduzir as emissões de CO2. Mas do ponto de vista dos processos, a eficácia técnico-económica atual não é a desejável, já que as peças de grandes dimensões tipo sanduíche são realizadas manualmente e curadas em autoclave, num processo pouco eficiente.

O AIMPLAS está a participar no projeto FAMACOM, que pretende aumentar a competitividade da indústria aeronáutica andaluza desenvolvendo uma solução integrada mediante cura por micro-ondas para o fabrico de grandes peças de compósito em formato sanduíche. As investigações levadas a cabo suporão um importante salto tecnológico baseando-se numa patente desenvolvida por um dos organismos de investigação participantes que permitirá curar homogeneamente as peças tipo sanduíche vencendo o obstáculo da espessura e a natureza não homogénea deste tipo de montagens.

O resultado do projeto será um demonstrador orientado a uma posterior fase de industrialização consistente numa estrutura de painel em sanduíche para uma aeronave, embora os benefícios que se obtenham sejam de aplicação também a outros setores altamente tecnológicos como o ferroviário, o da automóvel ou o eólico.

Integrantes do FAMACOM

O consórcio do FAMACOM é liderado pela AEROTECNIC e formado por três parceiros mais: CT INGENIEROS ANDALUCIA, INESPASA e TITANIA, apoiados por três organismos de investigação: Universidade de Cádis, FADA-CATEC e AIMPLAS. A participação do AIMPLAS centrar-se-á principalmente na seleção de materiais e na otimização da cura por micro-ondas.

Os objetivos deste projeto estão em linha com a estratégia “Factories 4.0 and Beyond” e com o Desafio social em Transporte Sustentável, Inteligente e Integrado do Plano Estatal de Investigação científica técnica e de Inovação 2017-2020.

O FAMACOM foi subsidiado pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico Industrial (CDTI), apoiado pelo Ministério da Ciência, Inovação e Universidades e o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).